05/11/2013

Motivo da minha saída do trabalho comunitário


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Hey pessoal, eu comecei no meio do ano a fazer um trabalho comunitário em uma escolinha aqui perto de casa e já contei em detalhes para vocês como foi o processo, o envolvimento, se você ainda não leu tem aqui e aqui.
Enfim, nesse último mês eu acabei saindo da escolinha por alguns motivos pessoais. Eu realmente amava ficar com as crianças, brincar e cuidar delas, mas sempre existem aqueles problemas internos que ocorrem em qualquer trabalho, seja assalariado ou não. E no meu caso não foi diferente, e como eu disse no penúltimo post que fiz (aqui), eu me sinto confortável compartilhando certos acontecimentos da minha vida, porque as vezes uma pessoa pode estar passando pelo mesmo e não sabe o que fazer ou se sente sozinha...!

Quando você se oferece para fazer um trabalho comunitário, existem duas partes dentro desse processo: o local onde você irá se voluntariar, e os motivos pelo qual te levaram aquele lugar. Na maioria dos casos a gente acaba fazendo porque realmente queremos, porque pensamos que estamos fazendo a coisa certa, estamos ajudando as pessoas, e eu senti muito isso, eu sentia que eu estava lá ajudando a professora cheia de crianças, eu sentia que estava aprendendo a lidar com crianças, além do fato de que eu iria sair com um certificado que poderia me ajudar com o sonho de um intercâmbio...

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E como eu coloquei na minha cabeça que está fazendo o bem, eu não olhei pro outro lado desse "processo". Teve uma semana em que eu fiquei gripada e não fui, e na outra semana quando eu cheguei, eu estava muito feliz recebendo abraços das crianças e de repente eu comecei a ouvir comentários a meu favor, comentários que não me deixaram feliz. É muito triste quando você chega um local e ouve uma pessoa comentado: "Sua ajudante veio, hoje você pode relaxar,né". Depois desse comentário eu comecei a perceber a maneira como as pessoas daquele local me enxergavam, elas pensavam que eu fosse apenas uma empregada, que iria fazer o trabalho da professora sem ganhar nada e a professora é que sai ganhando podendo sentar em sua cadeira e descansar...
Eu poderia contar nos dedos de uma mão, quantas pessoas naquele local sabiam o meu nome, e sabiam o porque eu estava lá. Eu já tinha recebido de tudo, professoras me tratando como alunos, me tratando como empregados que fazendo buscar as coisas delas, que atendesse seus telefonemas, que substituísse professores sem ao menos ganhar nada em troca, além de um: "Vai lá em x sala agora, que a professora x faltou" e em todos esses momentos eu não era chamada pelo meu nome, e ainda tinha que ajudar as estagiarias que estavam quase se formando em pedagogia, que ganhavam seu salário...Fala sério, não é?
E eu queria muito ficar lá só pelas crianças, eu estava criando um amor muito forte por cada uma delas, mas se eu continuasse por lá eu não estaria mais me sentindo bem, eu estaria sentindo que estava fazendo uma obrigação, então tive que pedir minhas horas e sair. Agora torçam para que se eu conseguir entrar no programa eu consiga uma boa família.

Só quero deixar um conselho para pessoas que estão em seus trabalhos assalariados ou não: se você não está se sentindo aceito nesse local, se você não se sente feliz ou não sente que o seu/sua trabalho/colaboração não estão sendo levados a sério, simplesmente saia desse trabalho, ninguém merece ter que ficar em um local onde nos deixa triste, e eu sei muito bem disso,fiz algo com muito amor e não recebi a gentileza de volta, mas sempre coloque na sua mente e no seu coração, que se aquele lugar não é o certo para você, Deus vai abrir uma nova porta para você.


xoxo,até a próxima!

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obs: não quero que ninguém pense que esse post é de indireta para as pessoas daquele local, ou que eu estou apenas me fazendo de vitima sobre o caso e muito menos que quero falar mal das pessoas, pelo contrário eu simpatizei com alguém de lá, e nunca as vi como pessoas ruins, mas existem muitas controversas...

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